Tuesday, March 13, 2018

Solidão

Eu vou continuar caminhando sozinho e devagar.

Não porque eu me sinta bem com isso, mas porque não adianta correr e me estrepar ainda mais. Não é mais uma questão de poder virar essa situação de me sentir triste... o período aonde estou agora é triste. Estou em um vale de tristeza, e todas as bifurcações continuam em tristeza.

Entende?

Não é por isso que deixa de ser um vale bonito. Não é por isso que deixa de ser um vale florido, com belas árvores, ou que não haja riso, não haja companheirismo, não haja amigos ou não haja até paz, as vezes.

É apenas um inverno.

E não importa o quanto eu corra, não importa se eu subir a montanha, ou me transformar em um atleta, ou ser um grande músico, ou um excelente engenheiro, o melhor arquiteto, um excelente funcionário... o frio não vai passar.

Esse é o inverno. Ele vai ter a sua duração de acordo com a translação da terra com o sol versus sua própria inclinação. Não há nada que eu possa fazer além de continuar nesse mesmo vale.

Diferentemente de outras vezes, eu não pretendo sair correndo. Eu não pretendo fugir do meu frio. Não pretendo me cercar de companhias vazias ou de corpos aparentemente quentes que ficam gelados.

É o que eu tento. Deus sabe como o soar incessante dos martelos da tristeza podem enlouquecer quem se priva de dormir.

Mas eu vou descansar. Cada vez bater um pouco menos o coração para hibernar, seja em uma caverna ou em um iglu.

Porque se o inverno piorar, não haverá vida pra sustentar. E aí, é preferível descansar calmo eternamente do que lutar até a última gota num desespero profundo.

É melhor aceitar uma morte calma e lenta do que agitar a própria alma à toa.

Esse corpo vai acabar eventualmente, de qualquer maneira.

Que acabe diferentemente de como viveu.

Tuesday, November 21, 2017

Tied

I don’t wanna sleep
Or hear the buses on the street
I want the lightness
To soar with winds in kindness
I want a peace
A peace I’ve never found before
Maybe a kiss
The one I had, I did adore

I want to bleed 
Out the pain that rises like weed
Outside the cells
That trapped inside my heart so well
Then I will know
If ever I’ll unleash the storm
And if you’ll go
And leave me with this giant thorn

Wednesday, November 08, 2017

Caminhando no Escuro

Ouvir o som dos carros na rua
O vento na janela
Os amigos na sala
Com a alma numa cela
Parece calmo num instante
Já num outro sente dor
Deitado ao meio de lençóis
Sinto a falta de ardor

Eu sinto a falta de alguém
E isso é a falta de mim mesmo
A tristeza da minha companhia
Me faz andar a esmo
Me coloco em discussão
E me perco no caminho
E eu não me reconheço
E por isso estou sozinho

Então caminho no escuro
Caindo e tropeçando
Estropiado sem sentido
Por vezes trotando
Nisso eu sinto muita falta
Arrependido um tanto
E me pergunto por que estou aqui
Tantos dia’os prantos

E aí que vocês merecem tanta felicidade
E daí que eu não posso ficar nos seus caminhos
Não posso ser ruim
E posso ficar sozinho
Eu nunca vou alcançar todas as expectativas
E nunca vou ser bom o suficiente
Que eu seja metade do que quero ser
Que alguém seja clemente

Que esse amor seja recíproco
Que a vida seja boa
Que eu possa ser
Que eu possa ser garoa
Fina, fria e constante
Calma, doce e tristonha
Que varia com o seu humor
Que se mistura com quem sonha

Nos quartos escuros sem luz
Que grita frente à morte horrenda
Que se assusta frente à dor
E da dor que se sustenta
Hoje não haverão luzes
Sentiremos o toque espectral
De todos amigos nas sombras
Nos acordando de um umbral

Hoje caminho no escuro
Pertinho da minha casa
Sozinho e sem sono
Com uma dor bem rasa
Hoje penso no futuro
E não falo nem mais nada
Quem sabe amanhã
Eu não ganhe uma amada

Sunday, September 10, 2017

Café fraco

Minha manhã já foi melhor
E sigo agora sem você 
Sem nada mais ao redor
Não há mais por quê

Me livrei de uma responsabilidade 
Me livrei de uma dor
Me livrei de tanta cumplicidade
Me livrei de um amor

E terminei tudo tão bem que nem te dei valor
Se essa declaração que você não vai ler servir de algo
Obrigado por tanta coisa. 


Bulldozer

Sincerity is the weapon of the weak
It's the cover of the victim
It's the sheet of he who can't save himself
Oh poor him
So unloved when it's so good to be unloved
So sad cause it's so easy to be sad
Always at the bottom since it can't get downer
Someone who needs saving from the hero
So fragile to yield a weapon
A diplomat with nothing but his speech
Yield his tongue against everyone
So poor, the diplomat
Balancing everyone's wishes as if he was a hero
Sacrificing his own
As if he didn't intend it all along
As if he didn't hide behind his powerlessness 
A coward who kneels
A victim with only his lips and tongue
Worm-tongue
A bulldozer tongue
A coward
Will find no home

Thursday, August 24, 2017

Eternity's end

Nothing holds disappointment better than waking up
No better way to hide the shades of depression than the illusion of dreaming
No stakes will cross the heart of a depressive vampire
All bullets will cross the mind of this idiotic maniac

Back then I knew I'd have just to hold on
Now wallowing in self pity is a lullaby for the dumb

It's best to tear the mask I carved on my face
I am what I am
Suck it up, all of us
I'll suck it up, fuck

Tuesday, August 22, 2017

Humility

"Durkon isn't a spectator in his life just because he's not always the center of attention. One can have many roles at many points in life. People and dwarves are social animals.

Without the men who worked the off-stage microphones, Rocky would have been a silent movie. Without the citizenry, a nation is nothing. Without someone to make the tools and dig the marble from the Earth, there is no Michelangelo's David.

Humility doesn't make you think less of yourself, it helps you thinks less about yourself. There are other, valid things on which one can focus, things that are not 'me'."



http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?532742-OOTS-1089-The-Discussion-Thread/page2

Monday, August 21, 2017

Preciso me Encontrar

Deixe-me ir, preciso andar,
Vou por aí a procurar
Sorrir pra não chorar

Eu quero assistir ao sol se por
Ver as águas dos rios sem cor
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero morrer

Se alguém for me perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar