Sunday, September 10, 2017

Café fraco

Minha manhã já foi melhor
E sigo agora sem você 
Sem nada mais ao redor
Não há mais por quê

Me livrei de uma responsabilidade 
Me livrei de uma dor
Me livrei de tanta cumplicidade
Me livrei de um amor

E terminei tudo tão bem que nem te dei valor
Se essa declaração que você não vai ler servir de algo
Obrigado por tanta coisa. 


Bulldozer

Sincerity is the weapon of the weak
It's the cover of the victim
It's the sheet of he who can't save himself
Oh poor him
So unloved when it's so good to be unloved
So sad cause it's so easy to be sad
Always at the bottom since it can't get downer
Someone who needs saving from the hero
So fragile to yield a weapon
A diplomat with nothing but his speech
Yield his tongue against everyone
So poor, the diplomat
Balancing everyone's wishes as if he was a hero
Sacrificing his own
As if he didn't intend it all along
As if he didn't hide behind his powerlessness 
A coward who kneels
A victim with only his lips and tongue
Worm-tongue
A bulldozer tongue
A coward
Will find no home

Thursday, August 24, 2017

Eternity's end

Nothing holds disappointment better than waking up
No better way to hide the shades of depression than the illusion of dreaming
No stakes will cross the heart of a depressive vampire
All bullets will cross the mind of this idiotic maniac

Back then I knew I'd have just to hold on
Now wallowing in self pity is a lullaby for the dumb

It's best to tear the mask I carved on my face
I am what I am
Suck it up, all of us
I'll suck it up, fuck

Tuesday, August 22, 2017

Humility

"Durkon isn't a spectator in his life just because he's not always the center of attention. One can have many roles at many points in life. People and dwarves are social animals.

Without the men who worked the off-stage microphones, Rocky would have been a silent movie. Without the citizenry, a nation is nothing. Without someone to make the tools and dig the marble from the Earth, there is no Michelangelo's David.

Humility doesn't make you think less of yourself, it helps you thinks less about yourself. There are other, valid things on which one can focus, things that are not 'me'."



http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?532742-OOTS-1089-The-Discussion-Thread/page2

Monday, August 21, 2017

Preciso me Encontrar

Deixe-me ir, preciso andar,
Vou por aí a procurar
Sorrir pra não chorar

Eu quero assistir ao sol se por
Ver as águas dos rios sem cor
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero morrer

Se alguém for me perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar

Wednesday, August 16, 2017

As curvas da estrada

Quando você muda a sua vida, tudo muda com você. Para uma pessoa acelerada e livre que estava estagnada há algum tempo, foi tudo que meu corpo pedia.

Mil eventos, mil situações, pessoas, emoções, trocas, experiências. Como se mil aparelhos elétricos fossem ligados em um gerador que estava em 100% há muito tempo, ocioso e desperdiçando energia.

A aceleração, a adrenalina, o 'vento no rosto', o tesão, a força, a autoconfiança. A estrada reta.

E a certeza da inconstância de tudo.

Para quem acelera, as imagens passam rápido e as misturas dos cheiros embriagam. Existe torcida, existem inúmeros passageiros que querem compartilhar as emoções com você.

E vem a curva.



A curva é interessante, porque ela é perigosa. Ela é energética. Ela chacoalha. Por incrível que pareça, você pode sim continuar acelerando nas curvas, mas não sem eventualmente bater.

Você bate em porções de coisas: muros emocionais, árvores secas, buracos na estrada, ou até em outras pessoas vindas de direções opostas. As próprias batidas colocam mais energia nessa velocidade toda. É inesperado; é por vezes gratificante se ver vivo depois dela, como ao ouvir o 'clique' numa roleta-russa.

A grande verdade é que o carro desgovernado é muito divertido, mas ninguém aguenta ficar muito tempo dentro dele. Não dá para aguentar tanta emoção. Então, para que seu carro fique sempre cheio, você vai precisar sempre estar com gente entrando e saindo o tempo todo.

Criamos agora a vida de montanha russa: se o palhaço tinha que parecer sempre feliz, a montanha russa tem de estar sempre acelerando. Não dá pra fingir acelerar.

Mas as pessoas estão sempre ali, entrando e saindo desse carro. Mas você...

É. Você mesmo. Eu mesmo.

Você precisa estar ali para as pessoas gostarem de você, né? Você precisa dirigir, né?






Não.





Não é possível acelerar sempre... Não é possível ser sempre isso.

Com o tempo...
...o carro tem de desacelerar.
...você percebe que o carro acelerado é solitário, mesmo que sempre cheio.
...você acredita que pode estar sozinho no seu carro, sem estar solitário.


Você percebe que estar sempre com alguém não significa estar acompanhado. Que estar sozinho pode significar estar com muitos, desde que as vozes na sua cabeça sejam conciliadoras e calmas.

Porque, se você está com muitos, mas as vozes na sua cabeça tem que gritar para que você ainda seja você, significa que você não ouve mais ninguém. E talvez esse seja o menor dos males de aonde você está.










Desacelerar o carro.

...é mais ou menos um hábito. Algumas pessoas desaceleram apenas por causa dos radares, mas elas deveriam estar mesmo desacelerando por causa de suas vidas.
Chegou a hora de desacelerar. Mas isso é um hábito como qualquer outro. Demora, e quando você menos vê, já o fez automaticamente de novo.






Oração;

Orar para que, nos momentos cruciais, se convença a tirar o pé.
Para sanar essa vida.
Para que essa vida continue valendo a pena ser vivida.



Porque aí, nesse momento de nirvana;
O carro cheio estará cheio,
O carro vazio estará cheio,
E o carro simplesmente será.

Thursday, October 06, 2016

Break, Renew

For the girl in my sleep
Know this one ain't for you
It's a song for this deep
Love I need to get through

So soon, I couldn't ache
So fast ere I were to take
A mind stretched by pace
A heart eased by my face

Were I to be you
Oh, we'd renew


Thursday, June 30, 2016

Dualidade

Se eu soubesse como eu ando bem
Tão feliz e contente
Que quando chego ao meu ápice
Desmorono em pedaços

Se eu soubesse como não faz sentido
Sentir-se tão bem e voar tão alto
Que quando vôo tão alto
Enjôo do vôo tão alto

Que quando tudo dá certo,
Fico tão triste
Que quando sorrio e rio
Quero ver tristeza

Se quando eu acho uma luz
Eu a quero apagar
E quando estou no escuro
Estou desesperado

E tudo é motivo de desconfiança
E eu não confio em ninguém
E aí fico sozinho aqui como agora
Duvidando como sempre de alguém

Eu duvidava até de você
Quem mais me amou e me quis bem
Mas sem choros, eu fiz
Algo que precisava fazer

Mas essa dualidade me mata
aos poucos e sempre
Essa dualidade me mata
Essa dualidade sou eu