Sunday, September 27, 2009

Martens

Caindo através das páginas das Martas em anjos
Sabendo de todo o destino
A cada quebrar teras o seu quebrado
Feeling your heart pull west

Feeling my heart pull west
I made a mistake, and it's done
And I'll never apologize

Tuesday, September 22, 2009

Exclamações em Arvoredo

Sol brilhante tocando a terra dourada, minhocas serpeando por entre as árvores ao norte. Orvalho seco sob a areia; arvoredo.

Construções ao sul carcomidas pelo vento; brisa marinha soprando virgem pelos prédios. Osso e morte sobre o chão; arvoredo.

Casebres pelos meios, paralelepípedos bagunçados sob as sombras; guerra e sangue sorvidos pela sede terrena; divagações em arvoredo.

Som das cigarras sob folhas do inverno; eco risonho de cantigas antigas. Baratas em caminho sobre pedestais divinos; divagações em arvoredo.

Aperto de árvores antigas; restos de animais pelos lados. Restos humanos ao todo redor. Exclamações.

A guerra chegou feia em setembro. Exclamações em Arvoredo.

Sunday, September 20, 2009

Arrogance and Distrust

Illness; time to put thoughts in order. Were we to face the Gallows at every mistake we made, we would be hanged more times than the number of days we live.
I know what happened, cause was I the one there who faced it. I made it.

Oh... singer.

Arrogance and distrust will be my downfall.

Monday, September 14, 2009

Setembro

Se todos os animais do mundo conseguissem ler jornais
Se todos os animais do mundo pudessem ler livros
Se todos os animais do mundo pudessem assistir TV

As águias sobrevoariam os centros e atacariam as pessoas
Os tigres invadiriam os limites das cidades espalhando o caos
Os gansos sairiam atrás das pessoas no meio das grandes avenidas
Gorilas esmagariam as cabeças de crianças no meio dos zoológicos
Os crocodilos arrancariam braços dos pesquisadores
Os cervos derrubariam os postes
Os ratos roeriam os fios de dados
As girafas quebrariam os fios elétricos
Os morcegos entrariam nas casas
Os elefantes derrubariam as paredes

E nenhum deles se atacariam entre si
E nenhum deles deixaria algo humano sobreviver

E estranhamente o mundo sobreviveria.

Friday, August 21, 2009

Amor e Casamento

O erro mais comum hoje, creio eu, é achar que o amor nasce por uma situação metafísica única e que toda a relação depende única e exclusivamente dessa situação. Eu, sinceramente, acredito no amor tanto quanto acredito em pingüins; sei que existem, mas nunca vi um (só num aquário uma vez, mas sinceramente, era meio sem graça).
Tudo bem, não nego que essa situação além-compreensão-humana exista, mas acho extremamente estranho quantas vezes já vi esse "amor" não durar. Referenciando John Schaffer, "o amor verdadeiro pode vir apenas uma vez em mil vidas", e algumas pessoas simplesmente tem 'muitos amores' durante uma única vida. Essa dependência sobre o "se for para ser, será" simplesmente não "gera" amor; também creio na necessidade do esforço.
Acredito, sinceramente, em afinidade, sobre a qual temos pouco poder para influenciar, e creio, ainda mais fortemente, em atração mútua. A consequência inicial desses fatores (que também é o que penso ser um dos sentimentos mais verdadeiros, mas mal interpretados, do ser humano) é a paixão. Não que seja algo ruim, mas ela tem uma data de início e certamente terá um fim.
A concepção do amor diz que ele dura para sempre, e é o que acredito. Esse "durar para sempre", portanto, requer sentimento, mas acho que ainda mais importa a vontade - mútua - de manter o relacionamento e o sentimento. Às vezes, creio que um relacionamento longo, como um casamento, dá a impressão de que "encontramos o amor da vida" e, consequentemente, uma situação confortável onde não temos que fazer nada. A maioria das pessoas não percebe que, mesmo após isso, a vida continua a mesma batalha de sempre: com dificuldades, tristezas e vontade de desistir. Quem não se prepara para isso numa relação longa, mais chances tem de não ter tal relação longa.

Referências à música "Dracula", do álbum Horror Show, por Iced Earth, e a "Love and Marriage", de Frank Sinatra.

Breaking Luck

And innocence was lost for a beggar

Wish shall you that luck won't run away
All the guilt you feel soon fades away
And then you ask yourself about what you've done
Two hundred days didn't seem too much

Rain falls facing dark horizons
Rain falls facing dark horzions

A thousand lucky days will fill your joy
A thousand lucky breaks will take you up
But once she's disappointed you, you're done

Monday, July 20, 2009

Trophy Room

And innocence was lost
For a beggar

And then no more recovery, it's lost
Inside another room of frost

And she keeps her prizes in a room
Hanging heads in misery stars
I had lost her too soon
And then I went too far

All those whispering heads are moaning
And between them, a thorn
All the heads are grumbling
Each of them love sworn

And she keeps her prizes in a room
Thousands heads staring back at me
She says this is her trophy room
And innocence is lost

No more trust
Nothing more
A delusion
Nothing more.

Saturday, July 11, 2009

Goodbye

There I saw that everything changed
And gave acceptance a knee
And gave myself the chance
To open eyes and see

And gave myself the clues
And then right after closed
My eyes had been enoughly cruel
My tears, at last, had froze

And so I shut my eyes
And gave the Sun goodbye
No more moaning on my mind
I am scared, won't survive

And has she shut her eyes
And waved goodbye?
Guess my heart won't come alive
Well, it's easy to survive

And so acceptance grew
Abnormal within me
There's no feeling within this
So it will end.



Don't wanna say goodbye with tears in eyes
Guess just wanted to survive
It was so strong, why should it die?

I don't wanna say goodbye with tears in eyes
I just wanted to be mine
It shall be easier within time

And so I say goodbye with tears in eyes
No controlling, I'm not mine
I'm just running out of time

And so I say goodbye with tears in eyes
Put myself in it, so bye
Well, we all will learn alive

And so I say goodbye
With tears in eyes
I don't trust you, say goodbye
I don't trust you, say goodbye

And so I say goodbye
And I survive!
With a terrorizing smile
Had no idea you'd be surprise

And so I lost my mind within a smile
Told all of them 'make a crime'
Maybe it's easier, and you'll like

And so I said goodbye
With my own smile
Lost my eyes for not a dime
I just wanted to survive!

And so I say goodbye with tears in eyes
Because this is what I realized
I am sorrow, I am mine

And so I say goodbye to my whole life
Look at it! Hah! It coldn't survive
And it did so, how did it smile?

And so I tell my tale how I smiled
Forgot my issues far behind
Then I smiled and I died!

And you just now believe how death can cry!
She lost me when I fought my crime
Became I dumb just with a smile

And so I say goodbye, will stop and write
Another song, another crime
And you know what?
I'll stop to smile

And so I say goodbye.

Monday, July 06, 2009

Tempestade de rios.

Eu vejo a destruição sobre os campos
Os humanos, os animais, e eles se acabaram.
E eu vi a destruição sobre os campos
Destruição que eu ajudei a criar
E a purificação, o iniciar do zero
Mas não existe o iniciar do zero
Não existe a purificação

E eu não pus fogo nos campos
Mas deixei-os queimar;
Não derrubei as cabanas,
Mas nem fui lhes ajudar
Não gritei 'morte a todos'
Nem rezei por misericordia
Eu fiquei um passante,
Escutando o chorar

E acolhi o perdedor,
com dó das feridas
E dos gritos de dor
Muitas almas sem vida
Sem dor, nem liguei
Me chamariam de anjo
Sou um desastre que sei
Nao lembro nada a um anjo

Sou escuro
E frio, como a natureza em mim
Destruindo, sem guia
Um pensamento que sem senso redigia
Uma canção sem voz,
Uma melodia sem som,
Uma risada sem riso.
E o inverno, fraco como a si próprio criou
Falhou em seu intento.

E falhou,
Talvez ele diria que mudaria a tática,
Mas o inverno não pode ser quente,
Nem pode começar a queimar
Os campos, nem deixar de frio matar;
Entao deixaremos desabar
As grandes certezas do inverno, ah,
Deixaremos desabar

Sunday, June 14, 2009

Essas Paredes

E as paredes estão se fechando e se expremendo.
Pausa longa.
E eu estou parado.

Outra pausa longa.


Ainda maior.



E as paredes estão se fechando, e eu estou parado.
Porque as paredes estão se fechando e há tantos way-out
E eu percebi que eu nao tomarei nenhum way out.
Porque eu gosto das paredes. Eu gosto das paredes que me espremem, que me machucam. E eu não gosto delas por causa disso, mas gosto delas porque elas são, de certa maneira, tudo que eu tenho. Elas delimitam minha liberdade, ao mesmo tempo que me impulsionam para esta. São meu presídio, e meu lar. Elas me esquentam, elas são tudo, sempre estiveram lá. E elas não conseguem evitar o que estão fazendo, embora nunca o tentarem. E eu não posso machucá-las, porque elas não saberiam como lidar com isso.

E elas continuam a se fechar. Abafando, superando, machucando-me cada vez mais; carinhosamente se fechando ao meu redor.

Thursday, June 04, 2009

Bezerros e Cavalos

You say you're strong because you're not bruised easily
I say I'm strong cause I carry on with all my bruises

Inteligência não é ter todo o dinheiro do mundo
É saber fazer as apostas certas

"Capitão, ordem dos generais do interior.
A ordem é para que retirem-se imediatamente"

"General, leave immediately"

A ordem é para que saiam daqui agora.

Uma mão lava a outra, que segura outra, que mata outra.
Então é melhor que você se segure em mim, pois eu sou sujo.

Bezerros e cavalos.

Tuesday, June 02, 2009

Olhar o Céu

Velha, grande ninharia
Vendi o poço, o sol, a cria
Crente de um céu velho e azul,
Que escureceu se tornou fútil.

Grande, grande escolha, macaco de pernas grandes,
Sapato e chapéu que vão em instante
E esqueci que sua vida é assim
Ela dura um breve instante e fim

Oh, cria do gado velho,
Terra farta, morta, escurecida
Te escolhi, mal agradecida
Levei ferro.

Escuro.
Aqui na terra do Sol
Nasce todos os dias.
Nasce.

Despeça-se de mim, montaria alada
Derrubar-me-ei pelo caminho
Sem espada.
Cairei sobre um espinho

Não morrerei.

Místico, Olhos Negros.
Olhais o céu.
Sem montaria, sem véu
Sem impedir o queimar

Olhe ao redor, montaria
Para os macacos da nova geração
Quantos deles assassinaria?
A chance é um milhão em um milhão

Sem chances, escuridão
Te encontraram, ha,
Sem inferno para você,
Mas te entrego a multidão

Inferno é muito pior
Nessa terra seca e fétida
Grande roxo mor
Suave morte lépida

Olhais para o céu,
Olhos Negros,
Místico
E morto.

Saturday, April 25, 2009

Reverbera-te

Sem sonhos, cem mundos
Um crime em todos
Morrer sem definição
Para todos os idiotas
E esperar os duzentos dias
Sem glória, sem vida
Sem caminhos.


Reverbera-te entre os cem mundos
E todos os outros universos
E verá a ação das suas ações
E o eco que ela gera

E tudo que voce faz ecoa em algum lugar
Centra-te,
Inspira-te,
Ganha a si mesmo do redor
Há quanto tempo você pertence a si mesmo?


E ve tuas ações no eco do cosmo
A tristeza do caos
E a beleza da vida

Reverbera-te.
Reverbera-te mais forte.
Reverbera-te em luz.
Mais forte.

Não há nada mais a perder
Agora tudo há fazer é nada
Ou consertar

E se tudo que você quer é a verdade
Se você não se contentar com a que tem
Você irá além
E além da verdade, só há a mentira

E você vai perder o foco de sua jornada
E perderá a si mesmo.

Luxúria

Thursday, April 16, 2009

Ulm Hesm

Mirem os canhões para o chão e atirem contra mim,
A revolução do ontem virou o mundo redondo de hoje
Essas vozes que não cessam reverberam entre mim
Eu dou voz a elas, desde ontem e até hoje
Deixei-as me tomarem e agora vejam-nas, paradas aqui
Eu era o guerreiro, hoje eu sou o soldado forçado
Eu era a guerra,
Hoje sou o escravo

E os sonhos se tornaram reais,
Pesados como chumbo caíram no chão e morreram.
(Sim, desta maneira, sem clímax.
Morreram sem tristeza nem lágrimas.
Nem ódio. Morreram como morte aceitada)

E a vida segue em frente, linda
Sorrindo e acenando e levando tiro de quem lhe sorri
E as vozes reverberam dentro de voce, ódio.
Ódio que se odeia. Assim a morte se permeia!
Estranha maneira que temos de alcançar a guerra,
Aceitamos o céu, tanto a terra

Ódio mortal. Vozes dentro da cabeça vão cessar
Vou chorar e elas vão parar
E talvez digam que sou indigno ao aceitar isso
Vão se fuder, vão se ferrar
Eu lhes daria a culpa de tudo facilmente agora
Mas as vozes devem cessar.

Ódio vai descer das árvores como folhas no outono
A morte vai levá-las todas à terra no inverno
Deus queira que todas voltem ao topo na primavera
Antes que haja caos no verão.

Uma luxúria muito horrível está sob mim.

Monday, March 30, 2009

The Mystic Magic Murdering Music (iii)

- Who do you love?
- I love no one. And you?
- I love Death.
- Hm. Pretty much the same.

The Mystic Magic Murdering Music is sung again (iii)

Sunday, March 22, 2009

LIFELESS ENDEAVOUR

90% das vezes que voce tentar me ajudar sem eu pedir, você vai atrapalhar.
90% das vezes que eu precisar pedir ajuda, eu não vou pedir.
E quando eu menos esperar,

Eu virarei pó.

Dor.

Sunday, March 08, 2009

Tuesday, March 03, 2009

Crying heart out

E eu fico mesmo triste por saber que voce ta por ae
E que parece nao estar nem ae.
E que eu to sentindo a distância se alongar e o elástico se esticar
E a distância aumentar...
Ah tristeza.
Também depende de você agora
Não posso mais carregar tudo nas costas
Desculpe...

Agora é a minha vez de desistir.
Desculpa. Não deu mais.

Você

Você fez tudo de novo.
Ah, você fez, como um ciclo
Te disseram que para aprender, se estrepa
Você não entendeu
Ah, seu idiota
Você não entende nada, não é mesmo?
Enquanto você matematizar o ilógico
Você se estrepará

E isso é uma crítica a você, que não aprendeu
Que pisa no mesmo calo volta e meia
E se estrepa
E não aprende


Cale a boca
E vá ensinar uma música ao mundo.

Friday, February 13, 2009

The Mystic Magic Murdering Music (i)

A song so short
It doesn't have rhymes
The mystic magic murdering music's
Sung again

It bears no explanation
It tells you the truth
The mystic magic murdering music's
Sung again

Depression's mixed with darkness
Sadness hovers around
It's a mystic magic murdering music's
Song again

The mystic magic murdering music's sang again
The mystic magic murdering music's sang again
The mystic magic murdering music's sang again
The mystic magic murdering music's sang again